Foco é a habilidade que vai diferenciar profissionais do futuro

Foco é item raro hoje em dia. E a tendência é diminuir ainda mais. Entenda como você pode aumentar seu foco e melhorar sua qualidade de vida.

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Foco é produtividade

Há algumas semanas, publiquei um artigo sobre produtividade que gerou bastante repercussão. Nele, eu falo sobre ações que cada um poderia tomar para melhorar o seu nível de produtividade. Um ponto em especial chamou à atenção de muita gente. Trata-se do item com 3 dicas para eliminar ruídos que contribuem para dispersar nosso foco e atenção. São elas:

  1. Planeje o dia e atribua horários às suas atividades.
  2. Priorize o que é mais importante.
  3. Silencie notificações.

Estas dicas aparentemente simples tocaram em alguns pontos importantes do cotidiano de muitos leitores. Afinal, como se livrar do celular e da constante atualização do que está acontecendo? Como, enfim, definir o que é importante?

Estas dificuldades foram apresentadas com argumentos fortes como, por exemplo, a necessidade de usar o celular constantemente, bem como uma eventual sobrecarga de trabalho que dificulta a priorização de tarefas.

Para poder dar mais profundidade ao tema, eu vou explicar como funciona o foco e a atenção e como podemos trabalhar para aumentá-los.

Foco, por Daniel Goleman

A melhor literatura disponível para entender como o foco e a atenção funcionam é o livro “Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso”. Escrito por Daniel Goleman, autor também do best-seller “Inteligência Emocional”. O livro “Foco” se aprofunda em pesquisas e estudos para entender o funcionamento da atenção e como podemos, a partir deste entendimento, recuperá-la.

Com isto, separei 5 pontos que considerei fundamentais e que certamente vão te dar as ferramentas necessárias para que você exercite sua atenção de maneira mais plena.

1. A era da atenção inexistente

O pai de um amigo queria mostrar um vídeo de uma reportagem um pouco antiga. Achou o vídeo em sua galeria e nos mostrou no celular. No total, meros 2 minutos e 38 segundos. Após apenas 15 segundos, este meu amigo me deu o celular, “não aguento ver, é muito tempo” e foi buscar outra distração.

Vivemos numa época em que módicos 158 segundos são considerados tempo demais para manter a atenção. E, infelizmente, o caso dele não é isolado.

Percebemos esta incapacidade de nos mantermos concentrados quando vasculhamos a rede social e percebemos que 2 parágrafos curtos já viraram textão, quando desistimos e não assistimos um vídeo no Youtube com mais de 3 minutos, quando deixamos de lado para sempre aquele livro que queríamos tanto ler porque, afinal, quem tem tempo para isso?

As próprias ferramentas são construídas para nos dispersar o tempo todo. No Instagram, varremos as fotos sem precisar ler o que está escrito, e damos nossa curtida em questão de segundos. O Twitter limita a comunicação a 280 caracteres, sendo que já foi de só 140! Estar em portais de notícias é presenciar a atuação da figura que comenta apenas o título de uma matéria, não seu conteúdo. Nas mesas de amigos e familiares, todos se entretêm cada um com sua tela particular.

Sentimos a necessidade de verificar sempre o que está acontecendo. Este fenômeno é chamado de FOMO (fear of missing out, ou medo de perder a hora, em tradução livre). Não podemos não saber tudo que está acontecendo agora, de ver todo mundo comentando algo e não poder opinar.

Com isso, pulamos de galho em galho, de aviso em aviso, sem nunca entrar de vez num estado de flow, ou seja, de atenção plena.

Como paralelo, podemos trazer o exemplo do sono. O estágio REM é aquele em que o cérebro efetivamente entra em descanso profundo, assimilando e armazenando informações e nos preparando para o dia seguinte. Quando temos o sono muito leve, o cérebro nunca descansa apropriadamente. Com isso, nos sentimentos cansados e nossa capacidade cognitiva vai se reduzindo.

É exatamente este efeito que temos com o foco quanto estamos acordados. Se não focamos por inteiro em uma atividade e vivemos de atenção espaçada, não geramos as condições necessárias para o funcionamento ideal do cérebro. Com isto, aprendemos menos, nos cansamos mais e nos vemos cada vez mais presos às notificações que pipocam na tela do celular.

2. O foco pode ser trabalhado e fortalecido

Um dos argumentos de Goleman é que a atenção pode ser exercitada. Ou seja, quanto mais nos focamos, mais fácil será adquirirmos mais foco.

É como se o foco fosse um músculo, que quanto mais submetido a esforço, mais cresce e se fortalece.

Isto leva à conclusão de que, assim como a prática de exercício físico, as primeiras atividades são dolorosas. Há um conflito interno no nosso cérebro que nos leva na direção da simplicidade do entendimento. O que é mais difícil de ser entendido é substituído por informações superficiais, de fácil absorção. Com isto, percebemos que o maior obstáculo à nossa atenção somos nós mesmos!

Para contornar este tema, Goleman sugere dois exercícios:

  1. Incremento faseado de tempo focado: o exercício consiste de alguém se propor a focar por um tempo limitado a uma determinada atividade, sem distrações. Por exemplo, começar com 20 minutos e ir aumentando em intervalos de 10 minutos, conforme o tempo de foco aumentar. Você, assim, vai exercitando seu cérebro para se acostumar a cargas cada vez maiores de concentração.
  2. Meditação: pois é… meditar faz um bem danado para o cérebro e, consequentemente, para ampliar o foco.

3. O esgotamento cognitivo e meios de recuperar o foco

Diversas vezes – muitas mais do que gostaríamos – atingimos o estágio de esgotamento total do nosso cérebro. É quando estamos num estado de estafa tão desgastante que nossa capacidade cognitiva é anulada.

Lembra quando você estudou insanamente para aquela prova na faculdade e chegou a um ponto em que parecia que você não conseguia entender mais nada? É exatamente isso. O cansaço não é exclusividade dos músculos. Afinal, se o cérebro pode ser exercitado como um músculo, ele pode cansar com um.

Há maneiras, no entanto, de criar as condições necessárias para recuperar a atenção. Normalmente, ela passa por praticarmos com atenção atividades que, hoje,  fazemos no automático. Assim, caminhar, por exemplo, pode ser revigorante. Praticar exercício físico também, assim como ficar um tempo sem fazer nada. É como se apertássemos o botão para reiniciar nosso cérebro.

Ou seja: o descanso é fundamental.

4. O entendimento sistêmico e a liderança

Existem, de maneira básica, 2 sistemas operando no nosso cérebro. Esta tese foi corroborada por Daniel Kahneman, psicólogo como Goleman, no seu livro “Rápido e devagar: duas formas de pensar”. Aquele em que operamos no modo automático, guiado por nossas experiências prévias e compreensões assimiladas, sem ter consciência do que fazemos. Por exemplo, dirigir é algo que fazemos no automático. E também tem aquele modelo pautado pela consciência, em que entendemos novas informação para construir uma nova compreensão.

A este segundo caso cabem os entendimentos sistêmicos mais complexos, que exigem, por consequência, maior esforço de análise. Uma das frases mais emblemáticas para explicar este fenômeno foi escrita por um jornalista norteamericano:

Para todo problema complexo, existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada.

– H. L. Mencken

Este atalho cognitivo é, claro, uma armadilha. Goleman vai além, e relaciona esta condição a um sistema de gratificação imediata mais aguçada. É o nosso sistema de recompensas ativado. Quanto mais imediata for a necessidade de satisfação – resolver um problema, comer um chocolate ou gastar as economias – menos capacidade de liderança possuímos. Porque o sucesso está diretamente correlacionado à nossa capacidade de postergar gratificações, que por sua vez está relacionada a um entendimento sistêmico mais amplo.

Ainda no tópico liderança, Goleman acrescenta que os maiores líderes não são apenas aqueles que conseguem compreender relações complexas, mas também guiar outras pessoas para que compartilhem da mesma habilidade.

5. O poder da leitura

Desde pequenos temos contato com a recomendação da leitura. A leitura molda a forma como vemos o mundo. E há explicação para isto.

Quando lemos entramos em contato com construções diferentes, com visões distintas das nossas. Passamos a observar a realidade pelos olhos de outra pessoa. Automaticamente, elaboramos um denso modelo mental que conecta a nova realidade à nossa e a partir de comparativos aprendemos a evoluir.

Perceba como este item está conectado a todos os outros que vimos anteriormente. Para construir estas pontes, precisamos mergulhar na literatura com foco e atenção plenos, exercitando e fortalecendo nosso cérebro, estimulando a compreensão sistêmica.

Nada como um bom livro para proporcionar uma efetiva expansão da nossa consciência.

Recomendações simples para aumentar o foco

  1. Meditação funciona!
  2. Exercício físico é fundamental.
  3. Dormir bem é imprescindível
  4. Alimentação saudável dita o seu ritmo

Implantando ações de aumento de foco

Agora é hora de transformar intenção em ação. O que você pode fazer para aumentar o seu foco com base neste artigo? Em especial, o que você já fez para aumentar o seu foco e quais foram os resultados alcançados?

Compartilhe sua história com a gente. Queremos muito fazer parte de sua história. E assim, também, aprendemos mais!

 

A Como Fazer Coaching

Por fim, eu, Flávio Lettieri, tenho um convite pra você. Nestes meus mais de 25 anos de carreira em que tive a chance de desenvolver mais de 50.000 pessoas, eu pude ver na prática como o Coaching é uma ferramenta poderosa, que efetivamente transforma vidas, inclusive quando usada na gestão de pessoas. Com base nessa experiência, idealizei o programa Como Fazer Coaching. Tenho muito orgulho de poder dizer que com o auxílio de profissionais gabaritados, desenvolvi a melhor e mais completa Formação em Coaching focada no mercado corporativo. Ademais, ela foi feita para se adaptar à sua agenda atribulada. Isso quer dizer que aqui você é o gestor do seu tempo.

Flavio Lettieri e Equipe Como Fazer Coaching

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