Fazer perguntas é melhor do que dar respostas

“Papai, como nascem os bebês?”, pergunta a criança. “Ah, não amola menino. Vai brincar em vez de ficar fazendo essas perguntas”, responde imediatamente o adulto. Joãozinho, quem descobriu o Brasil? Mariazinha, como se chama a cadeia rochosa do Chile? Pedrinho, o que é um adjunto adverbial?, perguntam os professores pelas escolas afora…

Apesar dos exemplos banalizados, o fato é que, de maneira geral, fomos muito estimulados a ter respostas e muito pouco incentivados a fazer perguntas. Infelizmente!

O poder de uma conversa

Erroneamente aprendemos que o poder de uma conversa está naquele que tem as respostas e não nos damos conta de que o foco de um assunto é determinado por aquele que faz as perguntas.

Afinal, quem pergunta direciona o caminho de uma discussão. Quem pergunta escolhe para onde se vai.

Em resumo: Aprendemos, também erroneamente, que o nosso valor está em quanto sabemos, quando na verdade deveríamos sentir que a dimensão de nossa inteligência não está naquilo que sabemos e sim na nossa capacidade de aprender.

Direito de fazer perguntas

Mas, ao que tudo indica, o mundo mudou…

As crianças estão usando e abusando do direito de fazer perguntas. Estão ávidas por respostas que as ajudem a compreender esse mundo onde habitam.

Os jovens profissionais já não se contentam em aprender o que precisam fazer em seu trabalho. Querem entender porque estão fazendo determinada tarefa. Esses jovens buscam encontram significado naquilo que fazem.

E, nesse novo mundo, já não existe mais espaço para o chefe que, com sua experiência, possui todas as respostas.

Esse é o momento do líder que, ao invés de mostrar o caminho, provoca seu time com perguntas que fazem as pessoas encontrarem as suas próprias respostas.

Cursos de formação em Coaching

Por isso, nos nossos cursos de formação em Coaching, as pessoas costumam me perguntar: “Mas, como aprender a fazer as melhores perguntas?” A resposta é simples: “Da mesma forma como se desenvolve qualquer habilidade: praticando”. Quando bebês, não sabíamos falar, e aprendemos.

Assim, se ainda não somos experts em fazer perguntas, podemos aprender. Tudo começa na escolha! Então, como esse é espaço para quem quer aprender a fazer Coaching, seguem duas perguntas para a sua reflexão:

  • Você gosta mais de fazer perguntas ou prefere ter as respostas?
  • Você tem sido mais professor, dando as respostas, ou mais coach, fazendo perguntas?

E, agora que você já fez a sua autoanálise, vamos para algumas perguntas que geram ação e transformação:

  • Quais as duas ações simples que se você começar a ter a partir de agora vão te ajudar a melhorar a quantidade e a qualidade de suas perguntas?
  • Quais as três perguntas que você poderia começar a se fazer e que vão definir o objetivo, o foco e o caminho que você quer estabelecer para a sua vida?

E, que tal, ao invés de responder às perguntas acima, você criar outras perguntas que vão direcionar a sua mente nesse caminho de aprendizado do Coaching?

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