Como tornar o conflito uma ferramenta para inovação?

Conflitos bloqueiam a comunicação, reduzem a performance, diminuem a motivação e aumentam o stress, fazendo com que muitas pessoas inteligentes se tornem bem menos produtivas quando precisam trabalhar em equipe ou sob pressão.

Por outro lado, conflitos bem administrados podem ser uma fonte de grande inspiração e inovação.

Os chamados ‘bons conflitos’ favorecem o debate respeitoso e levam a soluções mutuamente planejadas que, geralmente, são bem superiores às respostas originais, enquanto os ‘maus conflitos’, que surgem quando os membros de uma equipe simplesmente não conseguem resolver suas diferenças, acabam aniquilando a produtividade e sufocando a inovação.

Diante disso, ficamos com uma pergunta óbvia, mas cuja resposta nem sempre é tão simples assim: “Como transformar conflitos em relações produtivas?”

As motivações humanas

Enquanto o comportamento é aquilo que fazemos e que fica visível para todos, a motivação é a razão pela qual fazemos o que fazemos. Os motivos que nos levam a agirmos de determinada maneira. Algo que não é perceptível para os outros e, por vezes, nem para nós mesmos.

Segundo a Teoria da Consciência dos Relacionamentos, tudo o que fazemos tem a intenção positiva de satisfazer as nossas motivações internas ou necessidades motivacionais.

Assim, são as nossas motivações que determinam aquilo que fazemos, onde focamos a nossa atenção e o que valorizamos, em nós e nos outros.

Como pessoas diferentes possuem diferentes motivações é natural que valorizem diferentes comportamentos, atribuindo um maior valor a uma forma de agir em detrimento de outras. E, consequentemente, desvalorizando e desconsiderando certas formas de agir e pensar das outras pessoas.

Nessas diferenças residem as raízes mais profundas dos conflitos.

Os filtros pessoais

O segundo ponto é percebermos que olhamos para o mundo segundo os nossos filtros pessoais, baseados em crenças e valores, que determinam a nossa visão e compreensão do mundo à nossa volta. “Não percebemos o mundo como ele é, e sim, como nós somos”.

Esse processo natural e inconsciente, leva-nos a usar aquilo que Peter Senge descreve brilhantemente em sua Teoria da Quinta Disciplina: “A Inferência”.

Nas relações humanas, as inferências podem ser conclusões precipitadas que nos fazem julgar os outros segundo os nossos filtros pessoais.

Assim, quando algo no comportamento do outro nos desagrada, a nossa primeira reação é criar um juízo de valor, julgar seu comportamento e, via de regra, entrarmos em uma rota de colisão com a outra pessoa.

Por isso, o desafio que Peter Senge nos coloca é desafiarmos as nossas crenças e pressupostos e, ao invés de tomarmos decisões precipitadas e conflituosas, investigarmos as razões do outro em agir de determinada forma.

Como desafiar nossas crenças e pressupostos?

É exatamente nesse ponto que entra um recurso simples e poderosíssimo, amplamente utilizado no Coaching: O uso das Perguntas para direcionar o foco e desafiar as crenças que estão enraizadas em nossas mentes.

Então, quando entendemos que conflitos bem administrados podem ser produtivos e que o uso das Perguntas pode nos ajudar a reduzir as inferências, estaremos mais aptos a compreender que as atitudes das outras pessoas, na maioria das vezes, não são ataques pessoais.

Compreendemos que, assim como nós, as outras pessoas estão apenas buscando uma forma de agir que atenda às suas próprias motivações.

A verdade é que somos seres em uma eterna busca de bem estar pessoal e que, por vezes, enxergamos os outros como barreiras nessa busca pelo simples fato de agirmos baseados nos pressupostos errados.

Certamente, mudar esse paradigma não é fácil. Mas, com certeza é algo que traz uma enorme recompensa!

 

 

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