Como vencer a autossabotagem

A autossabotagem pode ser muito mais comum do que você imagina.

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Será que você se sabota?

Eu me saboto, você se sabota, todo mundo se sabota! Alguns mais, outros menos.

Alguns estão mais conscientes de seus padrões de autossabotagem, outros, nem tanto.

Mas todos sofrem, em maior ou menor grau com esse processo. Por isso, a proposta desse artigo é te ajudar a entender melhor esse mecanismo que todos nós temos e que, para algumas pessoas é algo absurdamente destrutivo em suas vidas!

Vem comigo…

Entendendo a Autossabotagem

Quantas vezes não conseguimos realizar coisas que queremos fazer? Quantas vezes ficamos presos a hábitos prejudiciais, como os vícios, e, por mais que queiramos, não conseguimos mudar?

A pessoa quer iniciar um programa de atividades físicas, quer fazer uma dieta mais saudável, quer parar de fumar, quer ter uma forma diferente de lidar com a vida, mas simplesmente não é capaz de dar o primeiro passo ou, quando inicia, não consegue sustentar as mudanças.

Dessa forma, podemos pensar em nossa casa, quando queremos ter uma atitude menos ‘explosiva’ com as pessoas ou quando queremos ser firmes nas nossas decisões e atitudes.

E, podemos também pensar no ambiente de trabalho, quando queremos usar o nosso tempo de forma mais produtiva, quando queremos ter mais disciplina para realizar as tarefas mais difíceis ou mesmo quando queremos mudar algumas atitudes na nossa liderança que estão atrapalhando a qualidade da gestão e os resultados da equipe e, apesar do desejo, não conseguimos.

A sabotagem está presente em todos os ambientes onde estamos, porque, na verdade, ela está alojada em um único lugar: na nossa cabeça! 

A ação do cérebro reptiliano

Em 1990, através do seu livro “The Triune Brain in evolution: Role in paleocerebral functions”, o neurocientista Paul MacLean, apresenta a Teoria do cérebro trino.

Segundo a teoria, o nosso cérebro é dividido em três unidades funcionais diferentes:

O Cérebro Reptiliano, ligado aos nossos mecanismos de sobrevivência; o Sistema Límbico, ligado às nossas emoções e o Córtex Racional, que, como o nome diz, está ligado à nossa racionalidade.

Por isso, é no nível do Cérebro Reptiliano, ou Cérebro Basal, que está a origem dos sabotadores.

Essa unidade da nossa mente ‘toma as decisões’ baseada em um princípio de dor e prazer com foco no imediatismo, no curto prazo.

Entre um ganho maior de longo prazo e um ganho menor de curto prazo, o cérebro reptiliano segue o caminho mais fácil e que traz o ganho mais imediato.

Então, se eu preciso fazer um esforço imediato, como uma atividade física, para obter um ganho de longo prazo, como mais saúde ou uma melhor aparência, o cérebro reptiliano ‘decide’ sabotar a atividade em nome do prazer do conforto imediato – ou preguiça.

Sendo assim, entre adotar um novo processo de trabalho que trará ganhos de longo prazo ou a comodidade de manter o status quo, o cérebro reptiliano opta por manter o padrão atual.

Por isso, tantos líderes, apesar de saberem o que deve ser feito para ter mais resultados, acabam mantendo os velhos padrões e não fazem aquilo que pode trazer os ganhos futuros.

O nome disso? Autossabotagem!

O desafio de postergar a recompensa

Postergar a recompensa é ser capaz de deixar um pequeno ganho para depois em prol de um ganho maior.

E apenas 2/3 das pessoas têm as suas mentes programadas para isso.

A maioria das pessoas não se dispõe a fazer um sacrifício imediato para obter um ganho maior no futuro ou mesmo para evitar uma perda maior no longo prazo.

Falta a disciplina mental para isso.

Por outro lado, os estudos da Psicologia mostram que as pessoas que têm essa capacidade de postergar a recompensa obtém resultados muito superiores àqueles 2/3 da população que não se dispõem a fazer os sacrifícios de curto prazo em prol dos ganhos futuros.

Como vencer a autossabotagem

A “vitória sobre os sabotadores” começa pela autoconsciência.

Eu preciso entender como eu funciono, conhecer e reconhecer os meus padrões de autossabotagem para, a partir dessa consciência, tomar a decisão de manter o meu foco nos ganhos de longo prazo.

Para isso, a ferramenta ganhos e perdas utilizada no Coaching é, com certeza, a técnica mais indicada, pois ela permite que a pessoa tenha mais consciência dos seus mecanismos internos ou padrões de autossabotagem.

Mas, apesar dessa descoberta ser o primeiro passo, não adianta apenas estar consciente.

Sobretudo é preciso construir novos hábitos, o que nem sempre é fácil…

Essa construção precisa ser iniciada em uma decisão clara, sustentada por um propósito firme e mantida pela disciplina mental.

E, como para a maioria das pessoas a falta de disciplina é a maior barreira, algo que ajuda muito é a parceria de um Coach, ou de um Líder Coach, para fazer o acompanhamento e, também, a cobrança dos primeiros passos que vão sustentar a construção desse novo hábito.

Ter alguém que monitore a nossa execução é algo importante, porque serve como um poderoso estímulo externo que serve como elemento disciplinador.

Por fim, é o impulso, ou o reforço positivo que, muitas vezes, falta para seguirmos em frente e domarmos os instintos do nosso cérebro reptiliano.

Então, bora vencer os nossos sabotadores para sermos mais produtivos e realizados.

Bora lá!

A Como Fazer Coaching

Nestes meus mais de 25 anos de carreira em que tive a chance de desenvolver mais de 50.000 pessoas, eu pude ver na prática como o Coaching é uma ferramenta poderosa, que efetivamente transforma vidas. Com base nessa experiência, idealizei o programa Como Fazer Coaching, a melhor e mais completa Formação em Coaching e Liderança focada no mercado corporativo e no desenvolvimento de pessoas. Fale com a gente para ter mais informações. Seja um Coach e um Líder Coach que transforma vidas!

Flavio Lettieri e Equipe Como Fazer Coaching

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